Verão exige cuidados redobrados com a exposição ao sol

Com temperaturas que podem superar os 31ºC em Uberlândia nos próximos dias, o verão traz um clima convidativo para atividades ao ar livre, principalmente neste período de férias escolares. Mas, este tempo quente acende também um alerta importante para os cuidados com a exposição ao sol, que precisam ser redobrados nesta época do ano. Especialistas chamam a atenção para os riscos de uma exposição sem a proteção adequada, que em mais de 90% dos casos está relacionada ao desenvolvimento do câncer de pele. Considerado o mais frequente no Brasil, este tipo de câncer corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontou que 4,5 milhões de brasileiros já tiveram câncer da pele. Os números que vêm a seguir são ainda mais preocupantes. Segundo o estudo, mais de 100 milhões de pessoas se expõem ao sol em atividades de lazer, sendo que 6 milhões de adultos não se protegem de nenhuma forma quando estão em ambientes como praias, piscinas, cachoeiras, rios ou lagos. A oncologista do Centro Oncológico do Triângulo, Dra. Florença Copati, alerta para a importância de utilizar o protetor solar e outras formas de proteção. “O principal fator de risco do câncer de pele é a exposição excessiva e prolongada ao sol, e por isso a prevenção é indispensável. Além de evitar a exposição entre dez da manhã e quatro da tarde, as pessoas devem utilizar cotidianamente o protetor solar, mesmo em dias nublados, assim como óculos de sol e chapéu, principalmente em atividades ao ar livre”, afirma.

Além da prevenção, a oncologista do COT também alerta para a importância de estar atento a sinais no corpo. “Precisamos sempre observar nosso corpo e estarmos alertas à aparição de sinais como manchas, pintas que apresentem crescimento ou mudam de cor, e também aquelas que coçam, sangram ou ardem. Tudo isso são sintomas de alarme, assim como manchas avermelhadas ou feridas que não cicatrizam após quatro semanas”, destaca a oncologista.

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