Ser bom demais, pode ser ruim?

por CAROLLINA MAMEDE


Profissionalmente é muito bom e gratificante fazer um excelente trabalho e ser reconhecido por isso. Criar um negócio e o ver tomar forma, funcionando graças ao SEU esforço, SUA dedicação e reconhecer no olhar de todos ao seu redor a satisfação e orgulho em saber que você é O CARA responsável pela execução daquele trabalho! Arrepiou só de pensar?

Você se sente valorizado, respeitado e praticamente insubstituível. Sabe que a empresa precisa de você e não consegue sequer conceber a ideia de sair de férias naquele momento tamanha a sua responsabilidade com o trabalho que está desenvolvendo.

E aquela sensação prazerosa quando você percebe que o seu superior está tranquilo e seguro de que tudo ficará conforme combinado ou ainda melhor, só por que ele sabe que é VOCÊ quem está no comando?! Nossa!

Se identificou?

Imagina se você cuidasse de si e dos seus, com a mesma competência e profissionalismo que você vem cuidando da empresa dos outros? Imagina se você soubesse respeitar os seus limites com o equilíbrio perfeito entre trabalho e vida pessoal?  Agora se a sua realidade é outra, muito provavelmente você está deixando o seu legado na empresa, mas não estará por perto para colher os louros! De que adianta todo o reconhecimento, a satisfação, o tapinha nas costas de agora, se o seu maior retorno a curto prazo será o pagamento em banco de horas?

E se a próxima grande ação que a empresa fizer por você, for o envio da maior e mais bela coroa de flores para enfeitar seu caixão? No seu velório as lágrimas sinceras de seus familiares e amigos próximos, e no rosto dos seus colegas de trabalho aquela dor e tristeza em saber que infelizmente você não estará mais por perto para terminar de tocar aquele projeto! “Perdemos um grande amigo e profissional”. “Ele era tão jovem pra enfartar!” . “Tão inteligente foi logo ter um AVC!”.” Ele que ainda praticava esportes nos finais de semana, morreu dormindo!”.

Como você quer sua lápide? “Pai e marido ausente, excelente profissional! Deixou um legado na empresa e um vazio em nossa casa”. De uma hora para outra não tem mais filho pra criar, esposa e marido pra mimar, planos de abrir um negócio próprio pra tocar. Acabou, finito!

Reveja seus conceitos! Priorize os seus e aquilo que te faz bem. Tenha pensamentos e atitudes positivas. Faça planos, lute por eles. Distribua bem o seu tempo com aqueles que realmente fazem a diferença na sua vida. Há tempo.

 

assinaturacarol

Carollina Mamede é internacionalista e presta assessoria em análise de negócios e gestão de processos e projetos.

Categorias: Destaque

Deixe uma réplica

Seu email não pode ser publicado.