Riscos à saúde dos olhos no inverno: ‘Síndrome do olho seco’

O inverno se aproxima. As temperaturas já deram uma mostra de que esse ano o frio pode ser bem rigoroso. Sendo assim, as blusas e cobertores serão retirados do fundo do guarda-roupa para aquecer e mudar o visual. Mas, não somente as vestimentas devem ser motivo de preocupação. No inverno as pessoas tendem a permanecer em ambientes fechados e isso facilita a ação de alguns agentes que podem prejudicar os olhos e causar doenças como a conjuntivite e a “síndrome do olho seco”.

Ácaros da poeira doméstica, pelos de animais, polens e fungos no ar. Todos circulam livremente. No entanto, estando em um local com pouca circulação de ar a ação deles nos olhos pode ser nociva. Pessoas alérgicas, consideradas atópicas, apresentam, nesta estação maior frequência de manifestações alérgicas de um modo geral, incluindo as oculares.

A oftalmologista Raquel Paiva afirma que nessa época do ano o alerta é para o risco da conjuntivite alérgica. “No inverno, são mais frequentes os sintomas da síndrome do olho seco e as conjuntivites, principalmente as virais, acompanhando muitas vezes os resfriados e as alérgicas por contato, devido os cobertores e agasalhos ficarem guardados por muito tempo”, alerta a médica. A conjuntivite, por exemplo, é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras. Ela causa dor, coceira e secreção nos olhos.

De forma semelhante, a “Síndrome do Olho Seco” causa sensação de estar com “areia nos olhos”, visão borrada, coceira, olhos vermelhos, ardor, irritação e lacrimejamento excessivo.  “Esses sintomas são característicos de quando há ressecamento do filme lacrimal, o qual provoca irritações e lesões que podem facilitar inflamações e infecções”, informa a médica. “Isso pode ser agravado pela idade, diabetes, uso de lentes de contato, ar condicionado e tempo demais em frente a tela de computador”, completa a oftalmologista Raquel. Além disso, outros fatores externos também podem contribuir com o problema, como por exemplo, a baixa umidade do ar, o vento constante e a poluição em níveis mais altos.

Por fim, sempre que surgirem alguns sintomas a dica é não esperar muito tempo. “Procurar um oftalmologista sempre que aparecer um pequeno problema é a melhor saída”, arremata a médica Raquel.

Serifa Comunicação

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