Reganho de peso atinge entre 25 e 30% dos pacientes que fazem cirurgia bariátrica

De acordo com números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – SBCBM, nos últimos cinco anos cresceu 90% o número de cirurgias bariátricas no país e 300% em dez anos. No ranking mundial o Brasil é o segundo país com mais cirurgias realizadas, sendo cerca de 80 mil procedimentos por ano, atrás apenas dos Estados Unidos que realizam em média 140 mil cirurgias anualmente.

Neste cenário, o reganho de peso após a cirurgia vem preocupando os especialistas da área. De acordo com o cirurgião bariátrico da clínica LEV, Luis Augusto Mattar, o reganho de peso atinge entre 25 e 30% dos pacientes que se submetem ao procedimento. “Estamos nos deparando com uma porcentagem acima do esperado de pacientes que voltaram a engordar”, frisa.

Esses pacientes há alguns anos não tinham opções para solucionar o problema de reganho de peso, porém hoje podem contar com o plasma de argônio, uma nova técnica que veio ajudar estes pacientes a voltarem a perder peso. “O plasma de argônio é uma método endoscópico utilizado para técnica cirúrgica bypass gástrico ou cirurgia de fobi-capella. É uma técnica simples, mas não pode ser vista isoladamente. É uma opção que temos de tentar resgatar esse paciente junto da equipe. Tecnicamente é uma endoscopia, com a aplicação de um laser que tem duração de 30 minutos, ao redor da costura entre o estômago e o intestino diminuindo o seu diâmetro. O paciente é sedado e o procedimento é feito na própria clínica, não necessitando de anestesista ou ambiente hospitalar. Após a realização ele vai para casa, sem dor e volta a trabalhar no outro dia, porém precisa de uma dieta mais restrita para não machucar o local da aplicação”, explica o cirurgião.

Fator psicológico

A causa da obesidade continua sendo multifatorial, mas dois fatores em especial contribuem para o reganho de peso: a dilatação do estômago e o retorno da compulsão alimentar. Segundo a psicóloga da obesidade Alessandra Mattar o segundo fator é mais frequente, pois o paciente muitas vezes tem a obesidade como mecanismo de defesa. “A obesidade não é 100% ruim para o paciente, pois é uma forma dele se sentir protegido. E quando esse paciente emagrece, ele começa a entrar em contato com problemas que a obesidade ocultava e isso emocionalmente faz com que ele queira sentir-se protegido novamente. O plasma de argônio é uma segunda chance para o paciente que realmente queira mudar de vida, desde que ele abrace a equipe multidisciplinar e encontre nela o apoio necessário”, conta a especialista que ainda completa: “é preciso ter coragem de mudar, enfrentar os problemas sem se refugiar na comida. O ano de 2015 tem que ser o equilíbrio e para ter equilíbrio precisamos ter o autocontrole; temos que nos conhecer”, finaliza.

Serifa Comunicação

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