Perda de Memória na Terceira Idade

 

É tendência natural de todo ser humano passar pelo processo de envelhecimento, e, é a partir daí que os problemas que afetam a memória começam a surgir e costumam ser mais marcantes a partir dos 50 anos de idade.

De acordo com o geriatra do Hospital Santa Clara, Diogo Kallas Barcellos, a perda de memória pode ocorrer por diversos fatores, inclusive o estado emocional também pode influenciar. “Várias situações podem interferir na memória; dentre elas algumas doenças como hipertensão, diabetes, obesidade, o tabagismo e as doenças degenerativas do cérebro, como o Alzheimer. Além disso, os transtornos emocionais, que envolvem a ansiedade e depressão afetam negativamente a nossa memória” comenta.

As demências, doenças degenerativas que envolvem a perda de memória são mais comuns após os 60 anos de idade, onde 7,5% da população pode apresentar sinais e este número se aproxima aos 50% após os 80 anos de idade. Diogo explica que, dentre as demências, a que mais afeta a população é a doença de Alzheimer.  “A doença de Alzheimer em sua fase inicial pode se caracterizar por meio de perda de memória recente, dificuldade do indivíduo de se orientar no tempo e no espaço e executar tarefas”.

Infelizmente, o médico explica que a doença não tem cura definitiva, porém existem tratamentos que podem amenizar os sintomas e auxiliar a vida do paciente. “Existem medicações e terapias não-medicamentosas que podem retardar e amenizar os sintomas. Quanto aos tratamentos não-medicamentosos, podemos citar os exercícios de recordação, as atividades manuais e novos aprendizados”.

Para aqueles que tem uma vida agitada, a dica dada pelo médico é que invistam em uma boa qualidade do sono, pois pessoas com problemas para dormir são mais propensas aos problemas de memória. “Quando um paciente tem problemas de sono, eles são mais desatentos, tem mais dificuldades de concentração, de execução de tarefas e, consequentemente, terão mais problemas de memória”, explica.

E para uma boa memória, as receitas são inúmeras e é sempre bom relembrá-las. “Para uma boa memória, a adoção de exercícios físicos, evitar o uso do cigarro, consumir quantidades moderadas de álcool, controlar as doenças crônicas, como diabetes e hipertensão são boas práticas. Além disso, o estímulo da memória com estudos, jogos e atividades são essenciais,” finaliza.

 

Confira no vídeo mais informações com o Dr. Diogo Kallas Barcellos, geriatra. Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=llPpemj_NdI

Categorias: Leia Também

Deixe uma réplica

Seu email não pode ser publicado.