Dicas de como conviver bem com o Síndico!

A função de síndico vem acompanhada de muita responsabilidade dentro de um condomínio residencial. É ele que responde pela administração e também ter jogo de cintura em alguns casos. Algumas dicas facilitam o relacionamento entre síndicos e condôminos, fazendo uma gestão mais transparente e pacífica.

1. TRANSPARÊNCIA

De acordo com Sidnei Focus, especialista da Domínio Administração de Condomínios, o relacionamento com os condôminos deve ser o melhor possível, seguido de muito discernimento, jogo de cintura e transparência. “Em muitas situações precisamos ser pacientes e ouvir mais do que falar. Em um condomínio moram várias pessoas de níveis e culturas diferentes, então isso tem que ser levado em consideração na hora de ter que explicar alguma escolha ou resolver alguma divergência para não causar um mal-estar ainda maior”, disse Sidnei.

2. APROXIMAÇÃO

Outra dica recomendada por Sidnei é aproximar os condôminos da administração, incentivando-os sempre a participar ativamente das assembleias e a cuidar do condomínio. “Temos que saber como cada um pode ajudar a deixar o ambiente mais saudável e habitável para todos”, explicou.

Resolver problemas entre os vizinhos também faz parte do cotidiano do síndico. Brigas, muito barulho, animais de estimação, ou até mesmo a utilização da garagem e salão de festas de forma errada geram atritos que o administrador tem que saber resolver. “O principal artifício que o síndico tem para resolver os conflitos é o regimento interno do condomínio. Em muitas vezes com uma conversa, o bom-senso prevalece e o assunto acaba. Mas em alguns casos, deve-se levar ao extremo, aplicando as advertências e multas previstas no regimento”, falou Sidnei.

Direitos

  • Dispor da sua unidade e das áreas comuns, sem infringir as normas do Regulamento Interno, da Convenção e da legislação vigente. Artigo 1335
  • Desde que esteja quite com as despesas condominiais, votar em assembleias, participar de suas deliberações, candidatar-se a cargos administrativos e a eles ser eleito. O voto tem peso proporcional à fração ideal da unidade, salvo disposição diversa da Convenção. Artigos 1335 e 1352
  • Participar da decisão do que é feito com o dinheiro comum, em assembleia. A previsão orçamentária anual deve ser aprovada em assembleia ordinária, e alterações (aumentos de condomínio) devem ser submetidas a assembleia extraordinária. A prestação de contas do ano anterior também é obrigatória. E obras devem ser pré-aprovadas pela assembleia, com o quórum previsto no novo Código Civil.Artigos 1341 e 1350
  • 1/4 (um quarto) dos condôminos, juntos, podem convocar uma assembleia, sem intermédio do síndico. Artigo 1355
  • A maioria absoluta (metade mais um) dos condôminos pode destituir o síndico, em assembleia especificamente convocada. Artigo 1349
  • Votar sobre alterações nas áreas comuns do condomínio, na Convenção e no Regimento Interno.Artigos 1341, 1342, 1343 e 1351
  • Pagar as despesas de condomínio na proporção de sua fração ideal, e apenas no que diz respeito aos gastos de que desfrute. Por exemplo: um condômino que não tem vaga na garagem não paga pela manutenção do portão da mesma. Artigos 1335 e 1340
  • Alugar sua vaga na garagem, de acordo com o critério previsto no Código Civil: têm preferência os proprietários, em seguida os inquilinos, e finalmente pessoas estranhas ao condomínio. Artigo 1338
  • Vender a vaga de garagem a outro condômino. A comercialização só pode ser feita com não-condôminos se assim o permitir a Convenção do condomínio. Artigo 1339

 

Deveres

  • Contribuir em dia para as despesas do condomínio, na proporção de sua fração ideal. Artigo 1335
  • Respeitar as disposições do Regulamento Interno, da Convenção e da legislação vigente. Artigo 1333
  • Não realizar obras em sua unidade que comprometam a segurança da edificação ou alterem sua fachada. Artigo 1336
  • Pagar as multas e os juros previstos no Código Civil, na Convenção e no Regulamento Interno, no que diz respeito a atrasos no pagamento de despesas, e a infração de normas de convivência.Artigos 1334, 1336 e 1337

 

fonte: Código Civil

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