Dia Mundial do Câncer tem abordagem proativa na luta contra a doença

Anualmente 8,2 milhões de pessoas morrem de câncer em todo o mundo, dos quais, 4 milhões, prematuramente (com idade entre 30 a 69 anos). Este dado é apresentado pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), que são organizadores da campanha “Day World Câncer” (Dia mundial do câncer), tendo como o dia quatro de fevereiro para mobilização mundial.

O UICC acredita que através da sensibilização e educação sobre a doença é possível salvar milhões de pessoas. Por isso, há mais de 80 anos contribuem para haver uma maior igualdade e integração no controle do câncer no mundo. Para 2015 querem sensibilizar a população, bem como o governo, sobre atitudes que podem mudar estes altos índices.

A campanha deste ano está articulada em quatro vertentes, sendo elas: a escolha de uma vida saudável, diagnóstico precoce, oferecer tratamento a todos e maximizar a qualidade de vida. Com isso se justifica o slogan “Nada além de nós”, mostrando que a solução está ao nosso alcance.

A oncologista do Oncocentro Uberlândia, Dra. Paula Lajolo, ajuda a entender este panorama. Abolir determinados hábitos contribui para diminuir as chances de desenvolver a doença. De acordo com a especialista, alguns tipos de câncer estão relacionados ao tabagismo, alcoolismo e obesidade, como por exemplo, o câncer de pulmão, boca, mama e útero.

Com o diagnóstico precoce as chances de sucesso no tratamento são maiores e pode ser menos agressivo. “Exames como colonoscopia. MMG e papanicolau são alguns exames que permitem um diagnóstico precoce da doença mesmo antes de ter os sintomas”, afirma Paula.

Além da busca pela cura, priorizar a qualidade de vida é importante durante e após o tratamento. A oncologista comenta que o paciente precisa fazer a sua parte, mantendo hábitos saudáveis, mas o profissional consegue contribuir ao realizar cirurgias menos mutilantes e quimioterapias mais inteligentes. “Existem algumas drogas capazes de atingir apenas as células do câncer e poupar as células sadias, diminuindo assim a toxicidade do tratamento”, completa. Vale ressaltar que o tratamento escolhido depende do caso clínico.

O intuito maior do trabalho dessa organização é mobilizar o maior número de pessoas e conscientizá-las. Existe uma necessidade muito grande em levar a informação e o tratamento à locais onde os recursos públicos são insuficientes. Essa questão também será defendida durante a campanha.

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