Dados permitem avaliar o comportamento social dos Uberlandenses na internet

É crescente o número de usuários na internet e indiscutível como comportamento social tem ficado cada vez mais ligado aos aparelhos tecnológicos. Para o meio corporativo essa utilização contínua de tecnologia afetou não só as relações de compra e venda, mas todo o planejamento e as ações de marketing e comunicação. A cultura também se modificou, antropólogos e psicólogos narram as alternâncias de modos. No entanto ficou mais fácil estudar as atitudes e gerir melhor os hábitos da população.

Para o meio empresarial obter esses dados permitiu tangibilizar quem é o potencial público e como aborda-lo, já que não basta mais saber quem é sendo necessário também conhecer a experiência e o comportamento no ambiente digital. As estratégias para aproximar os produtos das pessoas são pautadas dada vez mais em dados provenientes da própria internet, pela agilidade de computação e resposta.

Um recente dado oferecido pelo Facebook foi possível metrificar como a população de Uberlândia se comporta na rede social. Para a consultora de negócios digitais, Caroline Merten, que teve acesso a estes dados compartilhados, conhecer o comportamento do usuário na web ajuda a traçar ações e obter resultado precisos. Segundo ela atualmente o Facebook possui mais de 1 bilhão de pessoas ativas. Os Uberlandenses representam mais de 350 mil usuários ativos, sendo a maior parte mulheres representadas por 52%. “Com essa informação é possível avaliar que o poder de compra na web está nas mãos das mulheres e assim realizar campanhas onde as mulheres se sintam envolvidas, uma vez que são as mais ativas”, completa Caroline.

Merten fala sobre a distribuição etária, revelando que a Geração Y e Z representam a maior parte do público, em 60%. Já a terceira idade é representada pela faixa de 2%. “Sabendo a idade com que essas pessoas estão, nos permite definir como elas irão se comportar diante de determinada campanha e assim oferecer algo que faça parte da realidade delas gerando um engajamento maior. Nós já sabemos, por exemplo, qual é o tipo de conteúdo que essas pessoas estão buscando e como é a interação delas. Temos também o conhecimento que 72% dos Uberlandenses no Facebook completaram o ensino superior, enquanto 4% já realizaram ao menos uma pós-graduação. Metrificar estes dados é o suporte para as empresas estabelecerem estratégias e tornar seus produtos competitivos”, explica.

A consultora também compartilha a informação sobre como o cidadão tem acessado o conteúdo. “O dispositivo mais utilizado pelos uberlandenses são desktop e portátil que representam 54% do seu comportamento, mas 32% destes usuários acessam o Facebook somente através do celular. Dos que usam dispositivos moveis, 33% utilizam sistema operacional Android, 7% utilizam o IOS. O mais revelador é que a grande maioria ainda utiliza computador, 34% dos usuários. Com isso é possível analisar que a primeira parcela não utiliza apenas o Facebook como rede social, mas outros aplicativos para celular e a segunda não está em busca de apenas informações da sua rede de amigos, mas que acessa outros portais” conclui.

Caroline afirma que as páginas mais populares são as do setor de alimentação, a Prefeitura de Uberlândia está na 14ª posição, ela comenta que assim é possível justificar que a população se interessa primeiramente por outros assuntos e posteriormente a política. Os dados ainda apostam o status civil dos internautas, o número de casados (45%) residentes na cidade também é maior que o de solteiros (31%).

Gabriela Boaventura – Assessoria

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