Câncer deve atingir mais de 570 mil pessoas em 2015

No dia 8 de abril, é comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer. A data foi criada em 2005, pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e tem como finalidade chamar a atenção de nações, líderes governamentais, gestores e do público em geral para o crescimento dos índices da doença, que já se transformou em epidemia.

No Brasil, a estimativa para 2015, aponta para a ocorrência de um número aproximado de 570 mil casos novos de câncer, incluindo os de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema. O câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil).

Além dos índices nacionais, o COT – Centro Oncológico do Triângulo alerta também para as estatísticas na região do Triângulo Mineiro. “Atendemos uma macro região de 2 milhões de habitantes. Pelas taxas epidemiológicas teremos em torno de 5 mil casos novos ao ano. Desse total 30% deve ser de câncer de pele, sendo que a maioria é tratada no consultório do dermatologista ou cirurgião plástico e quase 100% é curado. Os demais tumores a taxa de cura no Brasil, e na nossa região é de 60%”, afirma o oncologista clínico, Rogério Araújo.

Ainda de acordo com o especialista, os cânceres mais frequentes são, exceto o câncer de pele, o de próstata, pulmão, intestino e estômago nos homens e nas mulheres o de mama, intestino, colo de útero, tireoide e estômago. Dentre estes, os mais fatais no Triângulo Mineiro, são nos homens o câncer de pulmão e nas mulheres o câncer de mama.

Fatores de risco

Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, ser herdados ou representar hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural. Sabe-se que de 60% a 70% dos cânceres estão relacionados ao meio ambiente (tabagismo, alcoolismo, hábitos alimentares, medicamentos, radiação, entre outros).

Tratamento

Após o diagnóstico do tipo de câncer, é feita a escolha do tratamento mais adequado para combater aquele tipo específico. “Os tratamentos podem incluir cirurgia, radioterapia, terapia hormonal, quimioterapia e transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade. A cirurgia pode ser a retirada apenas do nódulo, passando por outros tipos e conforme o caso, chegar à retirada total do órgão. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade”, explica Dr. Rogério.

 

Serifa Comunicação

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