Atividade física é fundamental na reabilitação cardiopulmonar

No Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente decorrente de doenças cardiovasculares, o que corresponde há um óbito a cada dois minutos. Embora fatores genéticos contribuam neste resultado, os maus hábitos no estilo de vida também estão diretamente relacionados. Pacientes cardiopatas que aderem à reabilitação cardiopulmonar estão sujeitos a driblarem estes casos de mortalidade.

Não há dúvidas que a prática de exercícios é benéfica para prevenção de várias doenças. Manter o corpo ativo também mostrou resultados satisfatórios em pessoas que estão em processo de recuperação pós-evento cardiovascular. O cardiologista do Hospital Santa Clara, Conrado Ceccon, explica que “pacientes que apresentam qualquer tipo de injúria cardíaca (seja por infarto, doença valvar ou miocardites), que possuam doenças vasculares crônicas (angina no peito por doença das artérias coronárias ou claudicação dos membros por obstrução arterial crônica), doenças pulmonares crônicas (devido ao cigarro, hipertensão pulmonar, doenças inflamatórias crônicas) ou ainda indivíduos que permaneceram acamados por longos períodos de tempo (internados na UTI com doenças clínicas graves, após “derrame”, entre outras) são candidatos a reabilitação cardiopulmonar”.

O treino físico proporciona benefícios ao metabolismo, desencadeia mecanismos de adaptação que permitem maior tolerância às atividades habituais, reduz o número de internações e consequentemente, diminui as chances de repetir um evento cardiovascular. “Ao prescrever atividade para cardiopatas, este deve passar por testes cardiológicos específicos e os resultados servirão de base para o profissional montar a rotina de treinos. Apenas profissionais especializados são capazes de interpretar os dados de uma avaliação e tem condições de montar tal rotina de treino sem colocar em risco a integridade física do paciente.”, comenta o preparador físico da Santé Espaço Fitness, Erivan Júnior.

A reabilitação envolve, além da atividade física, outras ações desenvolvidas por profissionais das áreas de enfermagem, nutrição, assistência social e psicologia. Este processo visa garantir melhores condições física, mental e social, promovendo uma vida ativa e produtiva aos cardiopatas.

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