56,9% da população brasileira está gordinha!

No Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso e 20,8% estão classificadas como obesas, segundo levantamento recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso preocupa os especialistas, pois excesso de peso é fator risco para diversas doenças. “Entre os problemas mais comuns que as pessoas obesas e com sobrepeso enfrentam estão: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, dislipidemia, esteatose hepática (causa mais comum de cirrose hepática atualmente), artroses, varizes e alguns tipos de câncer. Problemas sérios que exigem acompanhamento multidisciplinar”, explica Luis Augusto Mattar, cirurgião bariátrico da Clínica LEV, Centro Avançado de Controle de Peso.

De acordo com o IBGE, a maior parte dos obesos são mulheres: 59,8% da população feminina com mais de 20 anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos.

A ciência vem mostrando que existem inúmeras causas da obesidade, incluindo questões genéticas. Contudo, o que sobrepõe todos os fatores biológicos são os fatores comportamentais. Ou seja, suas escolhas alimentares (tanto em quantidade, quanto em qualidade) e seu estilo de vida (incluindo a prática de atividade física regular).  “A obesidade é resultado de vários fatores, por isso, seu tratamento deve contar também com uma equipe multidisciplinar com o intuito de amparar os pacientes, independente do uso de outros métodos para o tratamento de peso como os procedimentos cirúrgicos Sleeve (restrição gástrica), Bypass Gástrico (restrição gástrica com desvio intestinal) ou o Balão Intragástrico (método endoscópico pouco invasivo para causar saciedade)”, explica o cirurgião.

Esse suporte profissional viabiliza o sucesso do tratamento da obesidade, reduzindo a incidência de fracasso, promovendo mudanças significativas no estilo de vida, com reflexos positivos na saúde do paciente. “A obesidade não tem cura. Podemos ter controle sobre ela e ter um bom resultado a médio e longo prazo no tratamento construído com ajuda de uma equipe multiprofissional. Quase a totalidade dos pacientes que nos procuram, já passou por inúmeros tratamentos como dietas de baixas calorias, medicações que inibem a fome, programas de exercícios inadequados e sem orientação alimentar associados. Todos esses tratamentos são autolimitados, pois um dia a pessoa não aguenta mais e volta à sua ‘vida normal’ de maus hábitos. O tratamento, para ser bem sucedido, precisa basear-se em uma mudança real nos hábitos de vida”, conclui Luis Augusto.

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