Equipamento foi adquirido pelo COT – Centro Oncológico do Triângulo e preserva órgãos como pulmão e coração dos efeitos da radiação

A evolução técnica da radioterapia vem permitindo a possibilidade de concentração crescente de radiação na área de tratamento e, ao mesmo tempo, diminuição de dose nos tecidos normais adjacentes, o que é um grande benefício para pacientes em tratamento do câncer de mama. Neste sentido, surgiu em grandes centros mundiais a radioterapia em prona, que altera a posição do paciente enquanto a radiação é aplicada.

 

O COT – Centro Oncológico do Triângulo é uma das primeiras instituições do Brasil a adquirir o tratamento e conta com uma prancha específica para a aplicação da radiação.

De acordo com a física médica da clínica, Marcela Carrijo, a posição em prona poupa os órgãos sadios da radiação. “Atualmente, os pacientes com câncer de mama são tratados na posição decúbito dorsal, que é com as costas virada para a mesa de tratamento. Na radiação em prona o paciente é virado de barriga para baixo e com um suporte a mama pende e a gravidade a afasta da parede torácica, sendo possível minimizar a radiação nos órgãos sadios. É uma tecnologia inovadora que no mundo poucos centros oferecem”, explica.

Segundo a radioterapeuta da clínica, Izabela Lourenço, a prona beneficia mulheres com mamas muito volumosas e também aquelas com história prévia de doença cardiovascular ou pulmonar. “Com a prona reduzimos a possibilidade de que, futuramente, a paciente tenha problema com órgãos que receberam a radiação sem necessidade.

 

Estudos recentes já mostram que a radioterapia em prona reduz a quantidade de radiação nos tecidos do pulmão, do coração e na mama não afetada. Além disso, há também o benefício de se conseguir homogeneizar a dose de radiação recebida pela mama a ser tratada”, afirma.

A radiação em prona é destinada a pacientes com câncer de mama, principalmente com as mamas volumosas, pendentes ou flácidas. A utilização vai depender da recomendação médica de cada paciente e conta com cobertura de convênios.

Estatísticas

Cerca de 60% dos pacientes com câncer são tratados com radiação. Este é um meio bastante eficaz, fazendo com que a doença fique controlada.  O número de casos novos de câncer de mama esperado para o Brasil em 2016 é de 57.960. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste.

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