‘Cultura da Cooperação’ fortalece associações e aumenta renda de recicladores de Uberlândia

por Ciclo Ascom


Aconteceu, em Uberlândia (MG), o encerramento de uma importante etapa do Programa ‘Cultura da Cooperação’, parceria entre a Fundação Alphaville, Sebrae-MG e Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (ACIUB) que, desde 2015, une 5 associações de recicladores da cidade para, juntos, somarem esforços e aumentarem sua renda e produtividade.

De acordo com Nilza Galter, coordenadora de projetos da Fundação Alphaville, com o objetivo de promover a construção de novas soluções para o desenvolvimento (das pessoas e dos territórios), a Fundação Alphaville identificou um potencial nas associações de recicladores da cidade e mobilizou a parceria entre as entidades para colaborar para organização e funcionamento dos grupos.

“Nosso objetivo é fortalecer a capacidade das associações de agir coletivamente e, ao mesmo tempo, transmitir-lhes noções de gestão, para que possam criar estruturas capazes de potencializar os resultados de suas atividades”, disse Nilza, que esteve presente no encontro de encerramento da etapa de emancipação do Programa, juntamente com representantes das entidades parceiras e associações participantes.

 

Resultados superam expectativas

Cinco, das seis associações de materiais recicláveis existentes em Uberlândia, participam do Programa. São elas: ARCA – Associação dos Recicladores e Catadores Autônomos; ACOPPPMAR – Associação dos Coletores de Plásticos, Pet, PVC e outros materiais recicláveis; ACRU – Associação dos Catadores e Recicladores de Uberlândia; ARBE – Associação dos Catadores Boa Esperança e ASSOTAIAMAN – Associação dos Catadores de Material Reciclável do Bairro Taiaman;

Para o presidente da ASSOTAIAMAN, Roosevelt Martins, as conquistas do grupo foram inúmeras e vão além do aprimoramento das formas de gestão das associações. “Nesses encontros aprendi a buscar parcerias, a negociar melhor e a vender em conjunto”, diz.

Uma das grandes conquistas do programa foi o aumento da produção de materiais e a consequente venda direta para uma multinacional. “Sem a necessidade do atravessador, que era quem fazia o transporte e envio das garrafas PET antes da união dos grupos, os materiais passaram a ter mais valor, gerando aumento na renda das famílias”, esclarece a coordenadora da Fundação Alphaville, Nilza Galter.

Novas parcerias com empresas, escolas e entidades, que se tornaram pontos de coleta de materiais, foram possíveis graças ao Cultura da Cooperação, e o relacionamento das associações participantes com órgãos do governo está sendo ampliado.

Para o presidente da ACOPPPMAR, Cleomildo Martins, a união entre as associações foi um dos pontos mais positivos dos encontros, que continuarão acontecendo periodicamente na ACIUB. “Entendemos que sem união não temos força”, afirmou.

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