Câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais frequente entre homens

O câncer de cabeça e pescoço é o segundo mais frequente entre os homens e só fica atrás do câncer de próstata, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Segundo o cirurgião do Hospital Santa Clara, Sávio de Moraes, esse tipo de câncer é o 7º mais comum do mundo e atinge áreas como cavidade nasal, seios da face, boca, laringe, faringe e traqueia. “O câncer de cabeça e pescoço representa o 7° câncer mais comum no mundo, com uma incidência anual estimada de 15 casos novos por 100.000 habitantes, ou seja, numa cidade como Uberlândia, com aproximadamente 700.000 habitantes, espera-se entre 90 e 105 novos casos dessa doença a cada ano. Trata-se de um câncer mais comum nos homens que nas mulheres, especialmente após a 5º década de vida. Esse tipo de câncer se origina no revestimento do trato aéreo e digestivo alto, ou seja, revestimento da cavidade nasal, seios da face, boca, faringe, laringe e traqueia”, explica.

Sávio comenta que existem fatores de risco para esse câncer e que o fator de maior preocupação é a infecção pelo HPV. “Os principais fatores de risco conhecidos para esse câncer são o uso do fumo (em todas as formas, cigarro, palheiro, charuto, cachimbo etc.), de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV (Papilloma-virus humano), uma infecção sexualmente transmissível. Historicamente o fumo e álcool sempre foram considerados como as principais causas desse tipo de câncer, mas na última década a importância do HPV nessa doença tem sido mais reconhecida”.

O cirurgião alerta que os principais sintomas desse tipo de câncer são feridas e nódulos e que eles acabam sendo confundidos com doenças menos importantes. “As principais manifestações do câncer de cabeça e pescoço são feridas na boca ou garganta e nódulos no pescoço em idade mais avançada. No entanto, deve-se ressaltar que muitos casos iniciais podem passar despercebidos até mesmo para profissionais médicos ou dentistas. Isso porque podem ser confundidos com doenças de menor importância, como aftas. Por isso, tais profissionais devem estar atentos, executando um exame rigoroso da boca, garganta e pescoço de todos os pacientes, não só com a inspeção, mas também através da palpação. Além disso, o especialista pode lançar mão de exames complementares para os casos suspeitos”, explica.

Sávio comenta que as chances para cura dependem de vários fatores, mas que, na maioria dos casos, os pacientes conseguem o controle e cura da doença. “As chances de cura do câncer de cabeça e pescoço depende de vários fatores, tais como a localização, o tempo e o estágio da doença, se há ou não infecção pelo HPV, estado de saúde do paciente etc. De um modo geral, a maioria dos pacientes diagnosticados precocemente conseguem, com um tratamento adequado, controle e cura de sua doença. No entanto é imperativo para o sucesso do tratamento e manutenção desse controle o abandono dos hábitos que são considerados como de risco para a doença, o uso do fumo e dos alcoólicos”, finaliza.

 

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